(CNN espanhol) — Por meio de documento oficial, foi autorizada a saída do país dos servidores que irão compor a comissão de apoio ao futuro ex-presidente Jair Bolsonaro, que inclui viagem a Miami de 1º a 30 de janeiro de 2023.
O ofício diz que cabe a esse setor do Executivo dar assessoria, segurança e apoio pessoal a Bolsonaro.
O documento foi divulgado nesta quinta-feira pelo secretário-executivo da Presidência da República, Mário Fernandes, e publicado nesta sexta-feira no Diário Oficial da União.
Luiz Inácio Lula da Silva tomará posse como presidente no dia 1º de janeiro, em Brasília.
A posse terá pelo menos 65 delegações estrangeiras, segundo Fernando Igreja, responsável pela cerimónia de abertura. Haverá 19 chefes de estado na cerimônia, de acordo com Agência Brasil: os governantes da Alemanha, Angola, Argentina, Bolívia, Cabo Verde, Chile, Colômbia, Equador, Guiana, Guiné-Bissau, Honduras, Paraguai, Peru, Portugal, Suriname, Timor Leste, Togo e Uruguai.
Igreja disse que este será o maior evento com altas autoridades internacionais no Brasil desde os Jogos Olímpicos Rio 2016.
Lula venceu o segundo turno das eleições presidenciais con recebeu o maior número de votos da história brasileira: mais de 60 milhões, superando seu próprio recorde de 2006 em quase dois milhões, segundo a contagem final do Tribunal Superior Eleitoral.
Após dois dias de silêncio após as eleições, Bolsonaro disse que seguiria cumprindo a Constituição do país, mas não concedeu a vitória diretamente.
“Enquanto eu for presidente da república e cidadão, continuarei cumprindo todos os mandatos da nossa Constituição”, disse Bolsonaro sem parabenizar Lula da Silva, que venceu com 50,9% dos votos contra os 49,1% que a atual presidente obteve. .
o O longo silêncio de Bolsonaro despertou temores que ele não iria cooperar com uma transferência de poder.
A eleição ocorreu em meio a um clima político tenso e polarizado no Brasil. Atualmente, o país enfrenta alta inflação, crescimento limitado e aumento da pobreza.
Ambos os candidatos usaram esta eleição para atacar um ao outro, e a raiva crescente ofuscou as pesquisas e os confrontos entre seus apoiadores deixaram muitos eleitores com medo do que estava por vir. Os eleitores de São Paulo disseram à CNN que estão ansiosos para terminar esta temporada eleitoral o mais rápido possível, para que o país possa seguir em frente.
Com informações de Juan Paz e Sebastián Jiménez. Inclui reportagens de Rocío Muñoz-Ledo, Camilo Rocha, Rodrigo Pedroso, Jorge Engels e Hira Humayunde da CNN.

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