O número de ligações à Internet nas cidades inteligentes aumentará e isso as tornará ainda mais vulneráveis a ataques cibernéticos. Nesse sentido, Tecnologias de software Check Point alerta que o nível de complexidade destas infraestruturas digitais só está a aumentar, o que significa que qualquer serviço digital implementado por um governo ou empresa estará mais suscetível do que nunca a ataques cibernéticos. Isso ocorre porque o uso de grandes redes conectadas oferece aos cibercriminosos mais endpoints do que nunca e a oportunidade perfeita para saltar de um sistema exposto para outro.
Em suma, as cidades inteligentes enfrentam desafios únicos em termos de segurança cibernética. As redes são utilizadas por entidades públicas e privadas, pessoas e milhares de Dispositivos IoT diariamente. A enorme quantidade de dados trocados através destas redes exige uma estratégia de segurança rigorosa.
Desafios para proteger cidades inteligentes contra ataques cibernéticos
- 1. Controle todos os dispositivos conectados: Uma infinidade de dispositivos IoT que controlam tudo, desde CCTV e gerenciamento de semáforos até dados pessoais e financeiros de negócios, podem ser conectados a uma rede a qualquer momento. Em teoria, isto parece ideal para uma comunicação e gestão contínuas, mas na prática dá aos cibercriminosos milhares de pontos de entrada potenciais para lançar um ataque.
- 2. Proteja todas as operações de infraestrutura: A automação traz muitos benefícios para todos os tipos de operações em cidades inteligentes, reduzindo a necessidade de controle humano direto sobre tais sistemas. Mais sensores significam mais conexões para monitorar e gerenciar. Estes poderiam ser vistos como mais alvos a serem comprometidos por meio de vulnerabilidades.
- 3. Melhore a proteção de dados: Os dados estão no centro de qualquer cidade inteligente e são essenciais para a realização das operações diárias. No entanto, muitos carecem de processos adequados para garantir que esta informação seja gerida de forma segura. Se um banco de dados não for controlado adequadamente, pode ser fácil para os cibercriminosos atacá-lo e comprometê-lo, resultando no vazamento ou roubo de dados confidenciais.
- 4. Conhecer os riscos da cadeia de abastecimento e dos fornecedores de TIC: Isto ficou particularmente evidente durante a recente vulnerabilidade de “dia zero” encontrada no software de transferência de arquivos MOVEit, que foi posteriormente explorado como parte de um ataque de ransomware em grande escala. Os atacantes continuam a concentrar-se nos elos mais fracos e, portanto, o ataque a sistemas de infra-estruturas inteligentes deverá ser um alvo lucrativo. Para combater isto, é essencial que sejam adotadas práticas seguras desde a conceção e por defeito.
- 5. Tenha a tecnologia mais recente: Muitas cidades possuem infraestruturas e redes construídas com tecnologia desatualizada, o que as torna suscetíveis a ataques cibernéticos. Garantir que os sistemas estejam atualizados com as últimas atualizações de software e patches de segurança É essencial. Este aspecto é fundamental para o sucesso de qualquer cidade inteligente e ter sistemas resilientes deve ser uma prioridade.
- 6. Aumente o nível de segurança: Ligados diretamente à tecnologia desatualizada, os protocolos de segurança ineficazes expõem as cidades inteligentes a inúmeras ameaças maliciosas. Isto deixa os cidadãos e as organizações à mercê de violações de dados, roubo de identidade e perda de informações sensíveis. Proteja a infraestrutura existente com fortes medidas de segurança poderia evitar uma violação potencialmente desastrosa.
“O mundo avança numa velocidade que poucos conseguem acompanhar e as cidades não poderiam ser menores. Agora que a tecnologia está cada vez mais presente em todas as atividades diárias de uma grande cidade, é fundamental implementar as medidas de cibersegurança necessárias. Quanto mais dispositivos conectados na rede, maior a probabilidade de vulnerabilidade. É fundamental que o nível de proteção seja ótimo desde o início, para que não ocorra nenhuma violação de segurança”, alerta. Eusebio Nieva, diretor técnico da Check Point Software para Espanha e Portugal.

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