Um novo estudo garante que a varíola dos macacos sofrerá mutações mais rapidamente do que o esperado | NewsNet

Um novo estudo publicado na revista científica Nature Medicine revela que o vírus da varíola dos macacos – ou varíola dos macacos – possui 50 novas mutações que não haviam sido observadas no último surto da doença, entre 2018 e 2019. Segundo os autores da pesquisa, isso pode indicam que o patógeno está se adaptando para melhor transmitir entre humanos.

Este vírus, também chamado de varíola dos macacos, tem um genoma de DNA. Portanto, ao contrário dos vírus de RNA, como SARS-CoV-2 ou HIV, ele tem a capacidade de reparar seus ‘erros’ de replicação. Portanto, espera-se adquirir apenas duas ou três mutações por ano.

No entanto, quando uma equipe de cientistas de Portugal analisou o DNA viral de 15 amostras de varíola dos macacos infectadas durante o atual surto internacional (2022), eles descobriram que havia mutado quase 10 vezes mais rápido do que o esperado.

E o que é varicela?

É um vírus de DNA de fita dupla do mesmo gênero da varíola. Os cientistas sabem de sua existência na África desde a década de 1950. Apesar do nome, o vírus é mais comumente encontrado em roedores do que em macacos. Pesquisas anteriores mostraram que Existem duas variedades principais de varíola: a África Ocidental e a Bacia do Congo; o primeiro é muito menos mortal e é o clado que infectou vários milhares de pessoas fora da África.

No aumento de casos

Que o vírus possa corrigir seus erros significa um medo para os pesquisadores.

Os cientistas acreditam que isso pode estar desempenhando um papel na forma como o vírus conseguiu surpreender o mundo este ano. Casos de varíola dos macacos apareceram em quase 50 países onde não é endêmica nas últimas semanas.

Esse surto foi diferente dos pequenos anteriores, pois os casos foram detectados rapidamente em massa em todo o mundo, o que pode indicar que uma versão mais infecciosa do vírus está em ação. Acredita-se que os 201 casos nos EUA este ano sejam uma contagem muito baixa, pois alguns especialistas alertaram que o país não possui os recursos necessários de teste e rastreamento para acompanhar cada novo caso.

Calvin Clayton

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