Tecnologia no Catar 2022 é debatida na mira dos críticos

São muitas as repercussões sobre como tem sido feito o uso do VAR até agora na Copa do Mundo de 2022 no Catar. A própria condução da arbitragem nesse novo sistema de apuração foi questionada após o prejuízo causado em algumas equipes.

Pênaltis ilegítimos revisados, cobrados e vice-versa, gols válidos que surgiram de uma jogada em que a bola saiu de campo (Japão 2 a 1 Espanha) estão entre as ações polêmicas deixadas pela arbitragem e pelo uso do VAR, neste momento, neste Copa do Mundo.

Árbitros como o alemão Daniel Siebert, que dirigiu a polêmica partida Uruguai x Gana, não seguirão dirigindo a Copa do Mundo por sua atuação duvidosa ao não marcar dois pênaltis, um contra Edinson Cavani e outro contra Darwin Nuñez. Esta foi uma das amostras para os protagonistas e espectadores que, apesar da implementação de ferramentas detalhadas, a decisão sobre o uso permanece nas mãos do árbitro.

“Esta é a Copa do Mundo de tecnologia. Ele vai tirar e ofuscar a vivacidade que o jogador de futebol tinha: esconder os empurrões ou o curioso gol de Maradona com a mão. Mas essa vivacidade no futebol é válida na hora de fazer um gol ou de jogar pela bola”, disse William Ramallo, artilheiro da seleção boliviana e jogador da Copa do Mundo dos Estados Unidos em 1994.

Por outro lado, uma certa percepção dos jogadores de futebol que os torcedores estão acostumados a ver em campo, não será sobreposta por nenhum motivo; Câmeras localizadas em todos os espaços possíveis deixam completamente exposta qualquer ação ou truque que ocorra em uma partida.

Da mesma forma, Ramallo acrescentou que a velocidade, seja no contexto tecnológico ou futebolístico, é um fator pelo qual as surpresas estão sendo mostradas em times que não costumavam fazer barulho.

O espanto chegou, pois se deixou de lado o conceito e a ideia de que os times maiores vencem os menores: agora os times mais rápidos vencem os mais lentos.

“Por mais que exista tecnologia, ela não vai igualar o ser humano, não vai atingir a perfeição que as grandes organizações de futebol buscam. A inclusão de fichas nos gols ou na bola ajuda, mas a diversão do futebol está em outro lugar e muda constantemente”, explica Wilder Arévalo, ex-jogador profissional de Cochabamba e diretor técnico.

Essa velocidade que se vive hoje no futebol mundial exigiu, de certa forma, essas ferramentas para a colaboração da arbitragem e o tratamento justo no fair play.

Embora cada edição da Copa do Mundo tenha suas características, uma das principais particularidades do Catar 2022 é que marcou o início do uso de tecnologia meticulosa, isso independentemente do que vem suprimir do futebol que os torcedores estão acostumados a ver.

Eloise Schuman

"Fã de café. Especialista em viagens freelance. Pensador orgulhoso. Criador profissional. Organizador certificado."

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *