Gonçalo Ramos, o carrasco de CR7, já ameaça Mbappé com o seu efeito ‘Oleg Salenko’

07/12/2022 às 18:36

TEC


Na Betfair, o avançado português já figura entre os cinco favoritos à conquista da Chuteira de Ouro do Mundial, ao apontar três golos na estreia frente à Suíça.

Jogadores como Schilacci na Itália 90, Salenko nos Estados Unidos 94 ou James em 2014 surpreenderam numa fase final e Ramos ambiciona ser a próxima.

As Copas do Mundo costumam deixar atacantes desconhecidos que ganham fama graças à fase final, uma grande vitrine para muitos jogadores que buscam destinos mais importantes no final do torneio ou para se reivindicar. Foi o caso de James Rodríguez, que sem ser atacante foi o artilheiro do Brasil 2014 (e acabou no Real Madrid graças a esse torneio), o caso único de Oleg Salenko que marcou cinco gols em uma partida nos Estados Unidos 1994 e acabou sendo a Chuteira de Ouro com seis (e que não passou da fase de grupos), ou a aparição de um desconhecido como Schilacci, que comandou a Itália em 1990.

No Qatar, tudo indicava que não haveria grande surpresa na tabela de marcadores até que Portugal marcou seis golos à Suíça nos oitavos-de-final. ‘carrasco’ no ataque (CR7 chupou o banco) respondeu com três gols em sua primeira partida no torneio. De acordo com as previsões da Betfair, Ramos é a Chuteira de Ouro do Qatar 2022 paga-se 21€ por euro apostado e só é superado por quatro futebolistas no índice de probabilidade.

Mbappé lidera a tabela de artilheiros com cinco gols no Catar, mas Ramos já igualou os demais jogadores que se aproximam do francês em poucos minutos. São eles Messi, Álvaro Morata (já eliminado), Marcus Rashford, Bukayo Saka, Cody Gakpo, Richarlison, Olivier Giroud e Enner Valencia (já eliminado). Todos com três gols como perseguidores máximos do craque francês.

Quem será a Chuteira de Ouro do Catar 2022?

  1. Kylian Mbappé – odds 1.53
  2. Richarlison – 8,50
  3. Lionel Messi – 13,0
  4. Olivier Giroud – 21,0
  5. Gonçalo Ramos 21.0

Sucessor de Cristiano no United?

Gonçalo Ramos é um avançado do Benfica que cumpre a terceira época na equipa principal de Lisboa, depois de ter crescido nas camadas jovens. Chegou até ela na campanha 2013-14, e aos poucos foi queimando etapas até chegar ao profissionalismo no clube do seu amor. Por sua vez, Ramos foi titular nas categorias de base de Portugal e jogo após jogo demonstrou o faro goleador; sem ir mais longe, pelos sub-21 marcou 14 golos em 18 jogos, sagrando-se vice-campeão do último campeonato europeu da categoria.

Esta temporada, Gonçalo Ramos soma 14 golos em 21 jogos pelo clube. Um marco. Acumulou apenas quatro jogos pela seleção sénior portuguesa, mas até ao jogo com a Suíça não tinha sido titular, sendo que na estreia, no último amigável antes da nomeação no Qatar, marcou na vitória frente à Nigéria (4- 0). Gonçalo Ramos, com um hat-trick em 74 minutos, apresenta-se ao mundo.

Agora, seu surgimento com os portugueses o valeu, não apenas para discutir a posse de Cristiano Ronaldo em Portugal pelo restante do torneio (quem teria pensado), mas também para se candidatar seriamente de acordo com a mídia inglesa para suceder o próprio CR7 em Manchester United. Nas previsões da Betfair já está sendo considerada uma possibilidade séria com uma taxa de € 4,3 por euro apostado em comparação com a alternativa de vê-lo no PSG (odds de 6,0) ou mesmo no Real Madrid (11,0).

Substituto pela primeira vez desde 2008

Um terremoto na mídia no auge das consequências de sua ‘ação’. A substituição de Cristiano é um marco histórico na seleção e agora teremos que ficar atentos à gestão do onze português para o confronto com o Marrocos. Segundo as previsões da Betfair, o facto de Gonçalo Ramos marcar a qualquer momento durante o jogo dos quartos-de-final paga 3€ por cada euro apostado, ou seja, desperta muita fé por parte dos apostadores. Também é verdade que Cristiano continua a ser o jogador com as melhores odds (2.4), mas mais pela sua lenda do que pela possibilidade de ser titular

Cristiano assistiu a sua equipe eliminar a Suíça com autoridade do banco, um lugar estranho para ele na seleção. De facto, não entrava como suplente num grande torneio com Portugal desde 2008. Foram 31 jogos desde aquele encontro, curiosamente, frente aos ‘Helvetians’ na fase de grupos da Eurocup na Áustria e Suíça. Naquele 15 de junho, Quaresma, Nani e Hélder Postiga ocupavam as posições mais avançadas de um onze que não correu muito bem para Luiz Felipe Scolari.

Cedric Schmidt

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