Extremadura e Portugal avançam na proteção civil com duas redes de alerta e vigilância para catástrofes ou emergências

CÁCERES, 20 (EUROPE PRESS)

A Estremadura e Portugal vão desenvolver os projectos denominados ‘Redes de Alerta Precoce’ e ‘Vigilância Ambiental para a Protecção Civil’, que abrangem a zona transfronteiriça Euroace, e que consistem em sistemas de alerta para catástrofes como inundações, incêndios ou acidentes radioactivos.

Estes projetos, que contam com mais de 7 milhões de financiamentos europeus no total, permitem fazer previsões e garantem o alerta rápido de qualquer tipo de catástrofe, o que encurta os tempos de resposta e atendimento à população.

A Ministra da Agricultura, Desenvolvimento Rural, População e Território, Begoña García, participou esta segunda-feira na apresentação destas ações transfronteiriças onde destacou que as emergências não compreendem fronteiras ou territórios, para o que destacou a importância da colaboração transfronteiriça em situações de emergência.

Nesse sentido, a solidariedade e apoio dos países é evidente na forma de ajuda e ação imediata, no terreno, mas também existem outras fórmulas, como estes dois projetos que foram apresentados esta segunda-feira no Centro Alerta 2 na cidade de Cáceres, localizada no campus universitário.

Begoña García detalhou que esses projetos “combinam ações preventivas, corretivas e de formação, contra três grandes riscos: inundações, radioatividade e incêndios florestais”.

Alguns projetos que foram promovidos e desenhados por um funcionário público da Junta de Extremadura, José Manuel Gil Lavado, e que o ministro qualificou como “pioneiros, capazes de desenhar redes de alerta precoce visando a redução do risco, fundamentalmente antecipação, formação e educação, além de melhorar a resiliência”.

Ambos foram financiados com 3.855.664 e 3.106.566 euros, respectivamente. A primeira conta com cinco parceiros, sob a liderança do principal beneficiário, a Direção Geral de Emergências, Proteção Civil e Interior, e a participação da Direção Geral de Política Florestal. Desta forma, converge um conjunto indivisível na gestão de emergências na Extremadura, à qual a Universidade da Extremadura se junta com as suas capacidades tecnológicas e de desenvolvimento.

A vertente portuguesa é representada pela Agência Portuguesa do Ambiente, pioneira no desenvolvimento e proteção ambiental, bem como pela Autoridade Nacional de Proteção Civil, com quem existe uma grande colaboração e coordenação operacional no âmbito transfronteiriço.

Por outro lado, o segundo projeto acrescenta “um grande” em emergências e conta com a experiência e colaboração de uma organização internacional como a Cruz Vermelha.

ESTAÇÃO DE DESCARGA DIRETA

Após a apresentação, foi feita uma demonstração da nova adjudicação da Estação de Descarga Direta Sentinel 1, que juntamente com o desenvolvimento tecnológico que está a ser trabalhado, permitirá num futuro próximo fazer previsões contra incêndios florestais, meteorologia e inundações , entre muitos outros usos de aplicativos, na zona Euroace.

Com esta estação consegue-se que, em tempo real, cada vez que o referido satélite passa, os dados são capturados e com procedimentos tecnológicos são convertidos em planos que fornecem a situação dos riscos de incêndios florestais, embora esta fase do projecto ser apresentado a outro pedido de fundos europeus.

Isso permitirá integrar os dados obtidos da Estação de Download Direto, os dados de outros satélites, bem como a recepção de dados dos demais satélites da constelação de Copérnico e o desenvolvimento de modelos físicos e empíricos, para obter resultados concretos a aplicar. na Proteção Civil.

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