A pesada conta que a Espanha paga por sua irrelevância inovadora

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Há décadas, a economia mundial caminha para uma digitalização cada vez maior que muda completamente as regras do jogo e torna a soberania dos Estados cada vez mais condicionada por sua capacidade tecnológica. É uma corrida sem volta A Espanha, em linha com a Europa, ficou para trás, o que a obrigou a assumir um projeto de lei difícil de digerir. A crise dos chips foi a última praga que mostrou as consequências de uma dependência quase total de terceiros para o fornecimento de componentes-chave, assim como essas pecinhas que praticamente todos os aparelhos eletrônicos presentes no nosso dia a dia carregam. O Velho Continente está nas mãos dos Estados Unidos para o design e da Ásia para a produção, de modo que, dada a escassez causada pela pandemia, houve paralisações nas fábricas, aumento de preços, atrasos nos prazos de entrega, entrega… A escassez de semicondutores é apenas a ponta do iceberg de um problema maior, que nada mais é do que a falta de músculo produtivo e inovador do continente para ser competitivo e auto-suficiente em termos de tecnologia.

Calvin Clayton

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